Caixa de texto: Federação Portuguesa de Mushing

Caixa de texto: PL@NETA MUSHING

Caixa de texto: NEWSLETTER DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MUSHING

Caixa de texto: Edição de Fevereiro de 2007

Caixa de texto: COORDENAÇÃO: LUÍS SALGUEIRO- GRAFISMO: CARLA GALVÃO

 

           

  

 

 

 

                                       

                                              

           

Caixa de texto: CHECK-POINT
                                                          








 Ora bem, proponho-me a fazer aqui uma análise e comentário , uma espécie de check-point da actual  temporada 2006/07 e deixar aqui alguma matéria para reflexão dos leitores, em especial aos mushers “da nossa praça”.
Esta época 2006/07 está a ser atípica relativamente a tudo o que vem detrás e já se esperava que assim fosse.
 Primeiro que tudo aparece a crise económica e os esforços que cada família, neste caso mushers, se viram obrigados a fazer para manter a sua estabilidade económica . É claro que cada caso é um caso e o facto toca a cada um de maneira diferente, mas a verdade é que se tornou mais ” difícil “ desviar dinheiro para a prática do Mushing e num ou noutro caso essa foi a razão para o abandono. 
Depois surge a antiga quezília entre Direcção da FPM e mushers/clubes federados na FPM. Numa continuada resistência em não se aceitar o facto de que uns dirigem e outros não, algumas figuras teimaram em não querer “vergar” perante o cenário  que embora  aceite naturalmente  ao longo das suas vidas quer na vida profissional , como cidadão e até na esfera privada e familiar, se recusam a acatá-lo quando se refere ao Mushing. Trata-se aqui ( no Mushing)  de ver isso sobretudo como algo que não é “para se levar a sério” e que  obriga a um esforço e desgaste psicológico de quem dirige resultando muitas das vezes em picardias pessoais e discussões que vão para lá do essencial para a modalidade. Só que esses se esquecem que amanhã poderão lá estar eles e assim só estão a antecipadamente também a fazer “a cama em que se vão deitar” resultando nisto o cavar contínuo de um fosso entre FPM /Direcção e “os outros” ( sejam eles quais forem) . À conta destes imbróglios ( ou aproveitando os imbróglios como justificação) mais uns quantos decidem se afastar !
A somar temos o facto de 2 ou 3 ex-mushers estarem a atravessar situações particularmente inibidoras para estarem activos na modalidade e daí se juntarem (ainda que temporariamente) ao lote dos “inactivos”.
De seguida a época 2006/07 sofre um revés também não comum a outras épocas : a falta de neve! Quando tudo parecia estar encaminhado para se conseguirem as melhores condições de pista na S.Estrela eis que … não há neve! Isto obrigou a um prolongado  período  de paragem competitiva pois o calendário de provas tinha os meses de Janeiro e Fevereiro praticamente reservados para a prática de Mushing na neve. Também esta situação veio acentuar as “ particularidades negativas” da corrente época e acentuar a ideia de que o Mushing em Portugal estagnou. 
Por detrás de tudo isto existem no entanto pessoas que continuam fiéis à prática da modalidade e que continuaram a “trabalhar na secretária” relativamente a muitos assuntos do Mushing, e aqui estou-me a referir essencialmente à Direcção da FPM. 
O Mushing e a FPM sempre foram aquilo que os interessados por esta modalidade quiseram que fosse e não existe nenhuma Direcção capaz de inventar mushers e Clubes nem de inventar neve ou apoios /dinheiro para investir no Mushing em Portugal. A Direcção da FPM é constituída por PESSOAS (e poucas) que tal como todos os outros também têm a sua vida pessoal, profissional e familiar, e que tal como todos os outros também se sentem mais ou menos motivados para trabalhar em prol da modalidade em função das expectativas e “feedback” que recebem “de fora” , Por isso o apelo vai mais uma vez para que os mushers e dirigentes dos clubes federados se unam e, na expectativa que a ‘nuvem negra’ que paira se dissipe, tenham a serenidade e empenho necessários para levar para frente o Mushing nos anos que aí virão pois tal como diz o ditado “não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe” e de certeza que ainda existirão condições para que se encare o futuro da modalidade com algumas reservas   sim , mas também com algum optimismo e esperança de que grão a grão se restabeleça um quadro competitivo de interesse e agradável para todos aqueles que estão e outros que possam vir a estar !
Luis Salgueiro
 BOM MUSHING!